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Pesquisando sobre Jornalismo em Dispositivos Móveis? Veja 10 dicas para a sua revisão bibliográfica


As possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais de comunicação têm transformado os conteúdos jornalísticos, que agora chegam a múltiplas telas, favorecendo que os dispositivos móveis desempenhem um papel de liderança na contemporaneidade. Tanto que, atualmente, uma parcela significativa das notícias têm sido produzidas em telefones celulares e são amplamente consumidas nessas plataformas. Realidade que os meios tradicionais já buscam incorporar, tanto para seus profissionais, quanto para seus usuários.

Os dispositivos móveis começam, portanto, a refletir em formas diferenciadas de produção, circulação e consumo dos conteúdos jornalísticos. Esse contexto de transição passa a demandar novas maneiras de disponibilizar informação na rede, pois não é o mais adequado que os produtos comunicacionais atuais mantenham a estrutura e/ou a linguagem do sistema analógico.


Abaixo, apresentamos uma seleção de dez trabalhos acadêmicos relacionados a essa área. Destacamos tais textos em função de sua relevância enquanto pesquisas, algumas integrantes de congressos e coletâneas importantes para a consolidação da temática. Buscamos, ainda, ressaltar autores específicos que contribuem de maneira sistemática nesse sentido ao longo dos últimos anos.


1) O Congresso Jornalismo e Dispositivos Móveis (JDM) é realizado a cada dois anos, sob coordenação do prof. João Canavilhas, na Universidade da Beira Interior, na cidade da Covilhã-Portugal. Reúne as principais pesquisas da área, as quais são reunidas, posteriormente, em e-books gratuitos. Destaque aqui para a edição "Jornalismo móvel: linguagem, gênero e modelos de negócio", organizada por Canavilhas e Catarina Rodrigues, e iniciada pelo texto de Belochio, Barichello e Arruda, que aborda os aplicativos autóctones no jornalismo.


2) O mesmo evento (JDM) deu origem, ainda, à coletânea "Jornalismo para Dispositivos Móveis: produção, distribuição e consumo", na qual destacamos o texto assinado por Marcos Palacios, Suzana Barbosa, Rodrigo Cunha e Fernando Firmino sobre inovações nos aplicativos em tablets e smartphones.


3) O prof. Fernando Firmino, uns dos coautores do artigo anterior, é considerado um dos primeiros a investigar na área do jornalismo em dispositivos móveis no Brasil. Por isso, apresentamos aqui um de seus primeiros textos sobre o tema, no qual, já em 2008, relacionava o jornalismo às tecnologias da mobilidade.

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4) Firmino mantém sua produção acadêmica nessa área, organizando livros como o "Transmutações no jornalismo", editado pela universidade ao qual atualmente está vinculado, em 2016. Nessa coletânea, destaque para o texto de Arline Lins, mestre em Indústrias Criativas, especialista em Estudos Cinematográficos e graduada em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. A partir de conceitos como convergência e mobilidade, a autora aborda o processo de produção noticioso nos aplicativos móveis, discutindo como o uso dos apps tem mudado a rotina das redações.


5) Outro pioneiro no estudo dos dispositivos móveis no campo da Comunicação brasileiro é o prof. Eduardo Pellanda, que, também antes da década de 2010, já abordava de que maneira a mobilidade vinha impactando diferentes questões da sociedade e da cultura.


6) Contribuições relevantes também são oferecidas em língua espanhola. Essa coletânea, organizada por Fernando Irigaray e editada pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, reúne textos como o de Ramona Claudia Domínguez. Este artigo, que abre o livro, resumo aspectos do multimídia diante dos desafios dos dispositivos móveis.


7) Talvez por isso parcerias entre pesquisadores sejam ainda mais pertinentes nessa área. Daí, a minha tentativa de estabelecer relações com espanhóis, por exemplo, com a profa. Ainara Larrondo, da Universidade do País Basco (Bilbao). Especialista em convergência e multimidialidade, Larrondo e a líder do grupo JOII buscam compreender as diferentes realidades envolvidas no jornalismo móvel.


8) Publicações de autores espanhois (Juan Aguado e Andreu Castellet) em obras organizadas por brasileiras (Suzana Barbosa e Luciana Mielniczuk) e editadas em Portugal (Labcom-UBI) constituem, desse modo, redes interessantes, revelando os pontos do globo em que a investigação acadêmica é mais efervescente nessa área.


9) Para os pesquisadores em Jornalismo especialmente, ressalte-se a revista Brazilian Journalism Research, editada pela SPBJOR e que traz artigos como o de Maura Martins, voltando para as mudanças sofridas pelos conteúdos telejornalísticos a partir da inserção das câmeras de dispositivos móveis no processo de produção noticioso.


10) Por fim, retornando à universidade da Covilhã (UBI), destaque para o artigo do prof. António Fidalgo e coautores, que reflete sobre os impactos da mobilidade nos receptores dos conteúdos comunicacionais na contemporaneidade. Como o perfil dos usuários tem sido alterado pelos telefones celulares? Talvez seja um dos principais questionamentos dos dias atuais.



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